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Vitória do Vasco na disputa pelo Maracanã exigiu articulação jurídica e política nos bastidores

Maracanã

A confirmação da realização da semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors no Maracanã, no dia 20 de outubro de 2026, foi fruto de uma intensa articulação jurídica e política liderada pela diretoria e advogados do clube.

A estratégia envolveu o alinhamento com a CBF, a FERJ e órgãos governamentais do Rio de Janeiro e de Brasília, somado ao diálogo institucional com o Fluminense. Diante da postura neutra da Conmebol — que exigia apenas o cumprimento dos prazos regulamentares para a definição do local até este sábado, dia 10 de outubro de 2026, além da garantia de cota mínima de ingressos para torcedores visitantes —, o Vasco concentrou seus esforços na esfera estadual.

O plano de ação foi estruturado em etapas sucessivas de pressão institucional:

​Obtenção do laudo e parecer técnico favorável da Polícia Militar, que vetou São Januário e recomendou o Maracanã por questões de segurança e logística.

​Atuação junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que emitiu recomendação ao Governo do Estado priorizando a segurança pública em detrimento da preservação do gramado.

​Articulação política direta com o governador Ricardo Couto e com Douglas Ruas, recém-eleito no pleito estadual, além de contornar a influência da Casa Civil para neutralizar impasses.

A diretoria apostou em esgotar os prazos limite para forçar uma solução institucional favorável antes de recorrer ao Estádio Nilton Santos, tratado internamente como última alternativa. A consolidação da vitória jurídica marcou também a unificação da atuação entre o corpo jurídico do CRVG e da Vasco SAF, articulada pelo presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano.

Em nota oficial, a diretoria do Vasco celebrou o desfecho favorável e expressou agradecimento formal ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, à CBF e ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pela atuação no processo.

Fonte: Blog Diogo Dantas – O Globo