Os bastidores políticos e técnicos de São Januário sofreram um abalo sísmico na madrugada desta sexta-feira, dia 19 de junho. Conforme apuração detalhada trazida pela jornalista Raisa Simplicio, do portal Goal, em seu perfil na plataforma X, o técnico Renato Gaúcho não resistiu ao desgaste de relacionamento interno e teve o seu desligamento oficializado do comando do Vasco na temporada de 2026.
Os detalhes de bastidores revelam que o estopim para a queda foi uma profunda divergência quanto ao planejamento para a janela de transferências do segundo semestre. Renato Gaúcho entendeu e manifestou que a diretoria vascaína não conseguiria entregar os reforços de peso que ele considerava necessários para elevar o nível da equipe na Série A. Por outro lado, o presidente Pedrinho adotou uma postura de forte cautela institucional e temeu fazer um esforço financeiro ou político desmedido para segurar o treinador, sob o receio real de que ele acabasse entregando o cargo de forma unilateral apenas uma ou duas partidas após o término da pausa da Copa do Mundo.
Diante de um cenário de mútua desconfiança e com a convicção mútua de que o ciclo havia se esgotado, as duas partes conversaram e optaram por não dar sequência ao projeto esportivo, antecipando o fim do contrato. A saída de Renato ocorre após um período turbulento marcado por declarações polêmicas do treinador sobre a restrição tática de jogadores colombianos, o que havia gerado um racha interno no vestiário com atletas como Marino Hinestroza, Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas.
Com a demissão concretizada, o departamento de futebol liderado pelo diretor esportivo Admar Lopes e pelo diretor técnico Felipe Maestro — que foram mantidos na equipe de transição corporativa — monitora o mercado nacional e sul-americano de forma urgente em busca de um novo comandante para assumir a reapresentação do elenco, agendada para o dia 22 de junho. A busca pelo novo técnico acontece paralelamente às tratativas jurídicas para finalizar o Memorando de Entendimento (MoU) com o investidor Marcos Lamacchia, que visa injetar até R$ 3 bilhões na Vasco SAF e definir o novo CEO definitivo que herdará a vaga de Carlos Amodeo.
Fonte: X da jornalista Raisa Simplicio / Goal