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Polícia intima David para entrega de passaporte em investigação sobre crime organizado e lavagem de dinheiro

Jogador do Vasco David
Jogador do Vasco David Corrêa — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O atacante David Corrêa da Fonseca, conhecido no futebol como DVD e atualmente no elenco do Vasco da Gama, foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a comparecer nesta sexta-feira, dia 30 de outubro de 2026, à 14ª DP (Leblon). O jogador deverá entregar seu passaporte e tomar ciência das medidas cautelares rigorosas impostas pela Justiça do Estado do Espírito Santo.

​A intimação ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, dia 29 de outubro de 2026, durante diligências coordenadas pelo delegado Alexandre Neto Cardoso. A ação do estado do Rio de Janeiro presta apoio direto à Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) no âmbito da Operação A Tropa, conduzida pelo Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT). As investigações apuram a participação de suspeitos em uma organização criminosa com ramificações no tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais, apontando supostas conexões com a facção Comando Vermelho.

​As decisões judiciais impostas ao atleta estabelecem restrições severas. Além da apreensão do passaporte e da proibição de deixar o território nacional, o atacante do Gigante da Colina está proibido de manter qualquer tipo de contato com outros investigados ou testemunhas do processo, além de ter a obrigação de se apresentar periodicamente em juízo. A Polícia Civil alertou que o descumprimento de qualquer uma das exigências cautelares poderá acarretar a decretação de sua prisão preventiva de forma imediata.

​O nome de David entrou na mira das autoridades após o desdobramento de uma apuração envolvendo Ruan de Freitas Camargo Cruz, amigo de infância e conterrâneo do jogador, acusado de uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024. Na ocasião, perícias policiais identificaram trocas de mensagens de Ruan com o atacante vascaíno e com o lateral Hayner William Monjardim Cordeiro, atleta do Vila Nova.

​Em depoimento oficial prestado aos investigadores no mês de setembro, o jogador negou categoricamente qualquer tipo de ligação ou envolvimento com o tráfico de entorpecentes e de armas. As autoridades fluminenses informaram que os trâmites do caso e o cumprimento das ordens judiciais serão formalmente repassados à Justiça capixaba, enquanto a delegacia do Leblon segue investigando a atuação da facção criminosa no Rio de Janeiro.

​Fonte: g1