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Panini cobra R$ 727 mil do Vasco e aciona a Justiça para inclusão de crédito em Recuperação Judicial

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​Os passivos financeiros do passado voltaram a bater à porta dos gabinetes da Colina Histórica em meio ao período de recesso do calendário do futebol nacional. Conforme informação divulgada na manhã desta sexta-feira, dia 12 de junho, pelo perfil Podcast Cruzmaltino na plataforma X, com base na apuração original do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a multinacional Editora Panini Brasil ingressou com uma ação de cobrança contra o clube associativo na temporada de 2026.

​A prestigiada editora italiana, mundialmente famosa pela fabricação e distribuição dos álbuns oficial de figurinhas da Copa do Mundo — torneio que monopoliza as atenções esportivas neste mês de junho —, protocolou uma petição formal de habilitação de crédito junto ao processo de Recuperação Judicial (RJ) movido pelo Vasco. A empresa de colecionáveis e o escritório de advocacia que faz a sua representação jurídica exigem o recebimento do montante financeiro exato de R$ 727.034,56, valor este que já foi devidamente chancelado e reconhecido por uma decisão judicial anterior.

​A peça jurídica foi apresentada formalmente aos magistrados da 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, foro responsável por centralizar e ordenar a quitação escalonada das dívidas cíveis e trabalhistas da instituição. Atualmente, as minutas públicas do processo não trazem a especificação técnica ou contratual do que teria originado o inadimplemento, mas a tendência de bastidor é que o débito esteja atrelado a repasses de royalties por licenciamento de marca ou contratos de distribuição de produtos oficiais da equipe em anos anteriores.

​O surgimento de novos credores na Recuperação Judicial reforça a necessidade de urgência do presidente Pedrinho e do articulador Christiano Campos em acelerar os trâmites da transação corporativa com o empresário Marcos Lamacchia. O plano de metas da venda de 90% das ações da Vasco SAF, estimado em até R$ 3 bilhões, prevê justamente o abatimento integral de passivos sufocantes dessa natureza. O avanço do contrato definitivo segue dependente da elaboração de pareceres técnicos e de uma posterior votação expressiva de 2/3 dos conselheiros no Conselho Deliberativo, ou do acionamento de uma Assembleia Geral com os sócios capitaneada por Alan Belaciano caso ocorram novos entraves políticos na Colina.

Fonte: X do Podcast Cruzmaltino / Ancelmo Gois