A diretoria do Vasco trabalha nos bastidores em uma engenharia financeira estratégica para a transferência do controle da SAF. Segundo apuração da Agência O Globo nesta quarta-feira, 25/03/2026, o plano consiste em o clube associativo recuperar 100% das ações para, em seguida, vender 90% ao empresário Marcos Lamacchia. A tática visa baratear a operação, com o clube adquirindo de forma parcelada as fatias que não lhe pertencem e sendo ressarcido posteriormente pelo investidor.
Atualmente, o quadro acionário está dividido entre os 30% do associativo, 31% da 777 Partners (sob gestão da A-CAP) e 39% que retornaram ao poder do Vasco por determinação judicial. A negociação já prevê a inclusão da A-CAP no pacote de venda, solucionando o litígio herdado da gestão anterior. Lamacchia é visto como a garantia financeira de toda a transação, trazendo a solidez que faltou ao parceiro norte-americano.
O acordo bilionário abrange não apenas a compra das ações, mas também a assunção das dívidas listadas na Recuperação Judicial e compromissos financeiros com atletas que estão fora da RJ. O investidor teria reconhecido que as medidas duras tomadas pela gestão de Pedrinho, como o afastamento da 777 e o pedido de proteção judicial, foram fundamentais para resgatar a credibilidade do Gigante da Colina no mercado e manter as contas da SAF em dia.
Para evitar entraves com a ANRESF (Agência de Fair Play Financeiro da CBF), o Vasco mantém diálogo constante com o órgão regulador. Caso a ligação familiar de Marcos com a presidência do Palmeiras gere restrições intransponíveis, o clube já possui um plano de contingência com outros investidores interessados no mesmo modelo de negócio. No entanto, o clima interno é de otimismo para que a parceria com o grupo Lamacchia seja concretizada ainda em 2026.
Fonte: Agência O Globo