O Vasco enfrenta um sério problema com cartões vermelhos na atual temporada. Pelo terceiro jogo consecutivo, a equipe teve um atleta expulso e viu o resultado de um confronto decisivo ser diretamente comprometido. Na última quarta-feira, o Gigante da Colina sofreu uma derrota de virada por 3 a 1 para o Olimpia, no Paraguai, pela Copa Sul-Americana, após o jovem João Vitor Mutano receber o cartão vermelho direto por uma solada imprudente em Alfonso, quando o placar apontava 1 a 1.
Com esse cenário, o clube carioca já contabiliza oito expulsões no ano de 2026, sendo seis delas sob a gestão do técnico Renato Gaúcho. O excesso de punições tem desfalcado o elenco em momentos cruciais. Na rodada anterior do Campeonato Brasileiro, o zagueiro Cuesta foi expulso nos minutos finais da goleada por 4 a 1 sofrida diante do Internacional no Beira-Rio. Já na Copa do Brasil, o volante Thiago Mendes levou o vermelho direto por uma cotovelada no empate em 2 a 2 com o Paysandu, o que o deixará de fora do jogo de ida das oitavas de final.
A instabilidade disciplinar também já havia cobrado o seu preço no torneio continental anteriormente. No duelo contra o Audax Italiano, realizado em São Januário, o Cruz-Maltino teve os jogadores JP e Cuesta expulsos em uma arbitragem confusa, terminando o jogo com nove em campo e sofrendo a virada por 2 a 1. No Paraguai, além da exclusão de João Vitor Mutano aos 26 minutos da etapa complementar — que permitiu a pressão paraguaia para sacramentar o resultado —, o auxiliar técnico Marcelo Salles também foi expulso do banco de reservas por reclamação.
O histórico de cartões vermelhos do time ao longo do ano reflete o momento de instabilidade. No Campeonato Carioca, o lateral Lucas Piton foi expulso na vitória por 4 a 2 sobre o Maricá, e o volante Barros recebeu a punição no clássico contra o Flamengo. O mesmo Barros voltou a ser expulso no empate em 3 a 3 diante do Cruzeiro, pelo Brasileirão, completando a lista de atletas que deixaram o time com um a menos antes da sequência recente de cartões nos torneios mata-mata e continentais.
Fonte: ge