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Estatuto do Vasco exige pareceres dos Conselhos e aprovação do CD para venda da SAF a novo investidor

Destaque 20260406

Os ritos jurídicos e institucionais para a transferência de controle do futebol vascaíno ganharam novos contornos de complexidade nos gabinetes da Colina Histórica. Conforme análise técnica divulgada na tarde desta quarta-feira, dia 10 de junho, pelo jornalista Léo Lacerda na página NTVascaínos na plataforma X, qualquer negociação conduzida pela gestão do presidente Pedrinho para a venda de ações da Vasco SAF — seja nos percentuais de 70%, 80% ou 90% — obrigatoriamente precisará passar pelo crivo e pela votação do Conselho Deliberativo (CD) da instituição na temporada de 2026.

​O embasamento legal para a exigência está fortemente ancorado nos artigos 136 e 137 do Estatuto Social do Club de Regatas Vasco da Gama. De acordo com as normas estatutárias vigentes, qualquer processo de transferência de controle societário do departamento de futebol exige, de forma compulsória, a elaboração prévia de pareceres opinativos emitidos pelos Conselhos de Beneméritos e Fiscal. Na sequência, por se tratar de uma alienação de propriedade para um terceiro, o contrato definitivo necessita da aprovação formal do Conselho Deliberativo, exigindo um quórum qualificado expressivo de 2/3 dos votos dos conselheiros para receber validade jurídica.

​A análise do jornalista esclarece uma das principais dúvidas que pairavam nos bastidores da política de São Januário. O fato de o clube associativo ter aprovado em assembleias passadas a autorização genérica para a diluição de até 80% do capital da empresa para o mercado não funciona como um “cheque em branco” vitalício para negociações futuras. Como as tratativas atuais envolvem o empresário Marcos Lamacchia, a configuração de um novo polo jurídico adquirente exige, de acordo com o artigo 137, a realização de um processo inédito de Due Diligence para avaliar especificamente as linhas de crédito, a reputação corporativa e a integridade financeira do novo parceiro, obrigando a votação do contrato do zero.

​A centralização das negociações por parte da cúpula diretiva e do assessor de bastidores Christiano Campos acendeu o sinal de alerta entre os conselheiros e a ala dissidente da Sempre Vasco. A avaliação interna e de especialistas em direito desportivo indica que, caso a mesa diretora tente chancelar a venda dos ativos do futebol sem convocar o Conselho Deliberativo para debater e deliberar abertamente sobre as minutas do contrato, a transação comercial com o investidor será fatalmente judicializada pelas correntes de oposição. Esse potencial travamento nos tribunais criaria uma nova celeuma jurídica capaz de atrasar o aporte orçamentário pretendido pelo diretor esportivo Admar Lopes para qualificar o elenco profissional comandado por Renato Gaúcho.

Fonte: X NTVascaínos / Léo Lacerda