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Em meio a negociações na Colina, Presidente Lula sanciona mudanças na Lei das SAFs com vetos importantes

Lula

As diretrizes do mercado corporativo do futebol brasileiro passaram por uma reformulação institucional profunda. Conforme reportagem publicada na manhã desta terça-feira, dia 9 de junho, pelo canal CNN, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o novo texto que aprimora a Lei das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol). A legislação, que impacta diretamente os planos do presidente Pedrinho para a venda de 90% do departamento de futebol vascaíno, busca trazer maior transparência regulatória, embora traga pontos de atenção para os investidores na temporada de 2026.

​A nova regulamentação impõe regras rígidas de governança para as empresas que assumem o controle dos clubes. A partir de agora, os conselhos administrativo e fiscal de qualquer SAF no país devem contar com a participação de, no mínimo, um membro independente. Além disso, as empresas ficam obrigadas a dar publicidade total aos seus atos, publicando atas de assembleias, registros de reuniões de conselhos e detalhando de forma minuciosa a sua composição acionária, modelo que visa dar clareza aos torcedores e órgãos de fiscalização.

​No aspecto financeiro e de amortização de passivos, o texto estabelece que os administradores da SAF devem repassar obrigatoriamente 20% das receitas correntes mensais, somados a 50% dos dividendos e juros sobre capital próprio, para a associação civil original quitar as dívidas cíveis e trabalhistas anteriores. Caso o clube associativo se mantenha como acionista e possua pendências financeiras prévias, a nova regra exige a distribuição de, no mínimo, 25% do lucro líquido ajustado sob a forma de dividendo obrigatório.

​Apesar da sanção, o chefe do Executivo aplicou quatro vetos cruciais que mexem com a blindagem jurídica das empresas, o que pode influenciar as negociações do Vasco com o grupo de Marcos Lamacchia. O governo federal barrou o trecho que impedia a configuração automática de grupo econômico entre a SAF e o clube de futebol. Da mesma forma, foram vetados os dispositivos que isentavam as sociedades de responder por obrigações prévias não transferidas expressamente, o trecho que retirava os repasses da receita bruta da empresa e, por fim, o dispositivo que proibia qualquer tipo de penhora, bloqueio ou constrição do patrimônio da SAF para o pagamento de dívidas da associação original. O Congresso Nacional ainda se reunirá em sessão para decidir se mantém ou derruba os vetos presidenciais.

Fonte: CNN