O planejamento para o setor ofensivo cruz-maltino pode sofrer alterações importantes na próxima janela de transferências devido ao momento de instabilidade de um de seus investimentos mais robustos. Conforme apuração detalhada na manhã desta segunda-feira, dia 15 de junho, pelo portal ge, o atacante colombiano Marino Hinestroza não conseguiu engrenar com a camisa do Vasco na temporada de 2026 e passou a atrair o interesse de clubes do mercado sul-americano.
Contratado no dia 27 de janeiro pelo montante expressivo de R$ 30 milhões, o atleta de 23 anos assinou um vínculo de longo prazo válido até o fim de 2029. Apesar do forte assédio externo, a diretoria capitaneada pelo presidente Pedrinho e pelo diretor esportivo Admar Lopes não planeja se desfazer do jogador neste momento, buscando preservar o patrimônio do clube associativo. Contudo, o ambiente de bastidor do camisa 17 é complexo: além de viver uma relação conturbada com a torcida — que incluiu fortes cobranças na porta do CT Moacyr Barbosa no fim de maio —, o atacante enfrenta um nítido desgaste profissional com o técnico Renato Gaúcho.
O descompasso com o treinador estendeu-se aos demais colombianos do elenco (Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas) e teve início em abril, logo após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo. Na ocasião, ao ser questionado sobre o futebol de Hinestroza, Renato Gaúcho gerou forte incômodo no grupo de atletas ao declarar publicamente que jogadores nascidos na Colômbia e no Equador enfrentam severas restrições de adaptação tática ao futebol brasileiro, emendando que só costuma avalizar reforços dessas nacionalidades quando estes já possuem bagagem prévia no país. A insatisfação interna somou-se a uma avaliação de que o atacante foi mal gerido fisicamente em sua chegada, quando a comissão técnica anterior de Fernando Diniz o lançou a campo precocemente no dia 2 de fevereiro, ignorando o longo período de inatividade e férias do atleta — erro de planejamento que também afetou o centroavante Brenner.
Sem conseguir apresentar sua melhor versão física e com a confiança abalada, Marino soma 18 partidas pelo Gigante da Colina na ponta direita e nenhum gol ou assistência computados. O jogador também sentiu o peso psicológico de herdar a responsabilidade de substituir o jovem craque Rayan, negociado com o Bournemouth. Enquanto a diretoria corre contra o tempo para alinhar o Memorando de Entendimento (MoU) da venda de 90% da SAF para Marcos Lamacchia por até R$ 3 bilhões e tenta contornar o veto político do mandatário do Flamengo, Bap, para a vinda de Everton Cebolinha, a comissão técnica utilizará o recesso da Copa do Mundo para tentar recuperar o futebol do atacante colombiano antes da reabertura do mercado da bola.
Fonte: ge