A decisão do Vasco de mandar o clássico contra o Flamengo, agendado para a próxima quinta-feira pelo Campeonato Brasileiro, para o Estádio Nilton Santos envolve um facilitador estratégico nos bastidores: um contrato de locação firmado com o Botafogo no início de 2026, ainda na gestão de John Textor.
O vínculo foi inicialmente estruturado para garantir uma alternativa ao Cruz-Maltino durante os períodos de paralisação de São Januário por conta das obras de modernização para o centenário do estádio. Mesmo com a Colina Histórica ainda operando parcialmente, o acordo permaneceu válido até 2028, permitindo que a diretoria vascaína ative um “gatilho” contratual para solicitar o uso da praça esportiva de forma simplificada, sem a burocracia e as negativas recorrentes enfrentadas com o consórcio Fla-Flu no Maracanã.
Para formalizar o pedido, o gerente jurídico de futebol do clube, Nicolas Fraga, enviou um ofício por e-mail à diretoria alvinegra. O acerto prevê um valor de aluguel fixo com correções inflacionárias até o término do contrato, além de regras claras de operação:
Receitas: O Botafogo permanece com os valores arrecadados em bilheteria, locação de camarotes, exploração de bares, estacionamento e uma fatia das placas de publicidade.
Responsabilidades: O Vasco assume toda a logística operacional, a interlocução com a Polícia Militar para a segurança do evento e eventuais custos de reparos por danos ao patrimônio do estádio.
Embora o Botafogo mantenha o direito de recusar o pedido caso haja conflito de datas com partidas ou eventos próprios, a relação institucional amigável entre os clubes contrasta com a forte tensão com a diretoria rubro-negra. Nos bastidores, o Flamengo reprovou a mudança de local, mas a cúpula vascaína está decidida a exercer seu direito de mando de campo longe do Maracanã como resposta aos entraves jurídicos recentes.
Fonte: ge