O Vasco deu um passo decisivo em sua reestruturação e solicitou autorização judicial para dar início à operação de UPI Equity, mecanismo previsto em sua recuperação judicial para viabilizar a revenda do controle do futebol.
A petição estabelece a Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia, na posição de stalking horse. Com isso, a proposta da empresa fixa o patamar mínimo para a concorrência no mercado, assegurando-lhe o direito de cobrir eventuais ofertas concorrentes (right to match).
Os termos negociados com o grupo investidor preveem um aporte direto de R$ 500 milhões no departamento de futebol e a conversão do empréstimo DIP de R$ 80 milhões em ações e créditos.
O plano impõe o compromisso de cobrir despesas operacionais nos primeiros cinco anos e o pagamento das dívidas acordadas no plano de recuperação judicial do clube.
No tocante às instalações, a proposta estipula o investimento de R$ 120 milhões no centro de treinamento do time profissional ao longo de dez anos, além de R$ 30 milhões destinados à infraestrutura da base no prazo de dois anos.
O investidor também deverá adotar medidas para captar R$ 150 milhões via leis de incentivo fiscal em uma década e terá o direito de uso exclusivo e prioritário do estádio de São Januário até o ano de 2030, mediante o pagamento de taxa anual de R$ 3 milhões — valor que será reduzido para R$ 2 milhões durante eventuais obras de reforma.
Para proteger a estabilidade da instituição, as cláusulas vedam a distribuição de dividendos e a revenda de ações pelo período de dez anos.
A diretoria vascaína ressaltou na ação que a entrada de novos acionistas não afeta a disputa societária com a 777 Carioca LLC e justificou a urgência do processo pela necessidade de aportes imediatos para reforçar o time na janela de transferências do ano de 2026.
Fonte: Blog do Diogo Dantas – O Globo