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Vasco protocola pedido na Justiça para contratar empréstimo DIP de R$ 40 milhões

Pedrinho

A diretoria do clube de regatas realizou mais um movimento estratégico crucial nos bastidores do Poder Judiciário para garantir o fluxo de caixa imediato do futebol. Em petição protocolada junto à 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na tarde deste sábado, dia 18 de julho de 2026, o Vasco da Gama solicitou autorização para a captação de um financiamento na modalidade Debtor-in-Possession (DIP) no valor total de R$ 40 milhões.

​Essa linha de crédito especial, estruturada no âmbito do processo de recuperação judicial, conta com o suporte financeiro direto do empresário Marcos Faria Lamacchia, por meio da Almirante Participações. O montante injetado será integralmente destinado a honrar as obrigações mais urgentes de curto prazo do clube de regatas, incluindo o pagamento imediato da folha salarial de atletas e funcionários, além do custeio das operações diárias da SAF em São Januário.

​O pedido protocolado pela equipe de assessoria jurídica detalhou a engenharia financeira do acordo e apresentou as garantias contratuais para a liberação dos recursos:

​Prazos e carência: O empréstimo emergencial prevê uma taxa de juros fixada em 12% ao ano. A operação contará com uma carência inicial estipulada em 12 meses para o início dos pagamentos de amortização.

​Conversão em ações: Caso o empresário Marcos Faria Lamacchia saia vencedor do leilão judicial da UPI Equity e assuma o controle definitivo de 90% das ações da SAF, o montante de R$ 40 milhões será integralmente convertido em capital social da nova estrutura, extinguindo a dívida.

​Garantia alternativa: Na hipótese de a venda da SAF não ser concretizada ou outro investidor arrematar os ativos, o contrato prevê que o pagamento do empréstimo DIP será garantido por meio da cessão de direitos de transmissão televisiva futuros ou receitas de patrocínio do clube.

​A iniciativa jurídica liderada pela gestão do presidente Pedrinho aguarda a manifestação do Ministério Público e a homologação do juiz responsável para que os recursos financeiros sejam liberados e integrados ao caixa do clube, servindo como uma importante blindagem econômica enquanto o processo de transição societária corre no tribunal.

​Fonte: ge