Os planos para a modernização das praças esportivas e de entretenimento na capital fluminense ganharam um novo e ambicioso projeto de bastidores. Conforme informações compartilhadas pelo perfil VDG-CAST no X na manhã desta quinta-feira, dia 16 de julho, a construtora WTorre e a gigante do entretenimento Live Nation realizam estudos de viabilidade técnica para a construção de uma nova arena multiúso na cidade do Rio de Janeiro na temporada de 2026.
O mapeamento inicial das empresas identificou duas regiões estratégicas para receber o empreendimento, cada uma apresentando particularidades logísticas e comerciais distintas:
A primeira opção em análise é a Vila Olímpica, localizada na Barra da Tijuca. A região apresenta como grandes vantagens o alto poder aquisitivo da população local, uma infraestrutura de transporte de massa já consolidada — através do BRT e da integração com a Linha 4 do Metrô na estação Jardim Oceânico —, além de um forte apelo de mercado para a comercialização de naming rights e atração de grandes turnês internacionais em um ambiente com maior percepção de segurança pública. Em contrapartida, os principais desafios concentram-se no elevadíssimo custo do metro quadrado do solo e na provável resistência de associações de moradores locais quanto aos impactos de trânsito e poluição sonora em dias de grandes eventos.
A segunda alternativa mapeada é o bairro de Deodoro, na Zona Oeste. O local destaca-se pelo custo significativamente menor para a aquisição de grandes porções de terra, por estar inserido em uma região de alta densidade demográfica e por contar com eixos de mobilidade eficientes, como a estação de trens urbanos e a proximidade de vias expressas importantes (Avenida Brasil e TransOlímpica). Como pontos desfavoráveis, a área possui menor apelo para marcas e patrocínios de luxo comparada à Barra da Tijuca, além de enfrentar desafios históricos relacionados à segurança pública na Zona Norte e na periferia do município.
É importante ressaltar que a futura arena não fará parte do patrimônio da Vasco SAF. O modelo de negócios prevê a integração do clube como locatário fixo para mandar suas partidas de futebol, adequando o calendário esportivo às datas reservadas para os megashows da Live Nation. Toda a viabilização deste projeto está diretamente atrelada ao sucesso da aquisição do controle acionário da SAF vascaína pela família do empresário Marcos Faria Lamacchia (da Almirante Participações) e à posterior entrada da empresária Leila Pereira no negócio. Caso ocorra uma composição amigável entre Leila Pereira e o consórcio administrador do Maracanã, o plano da nova arena será colocado em espera; caso contrário, as tratativas para a construção seguirão em andamento.
Fonte: X do perfil VDG-CAST