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Entenda a diferença entre o aporte obrigatório e os R$ 150 milhões em recursos incentivados no projeto da Almirante

bandeira do vasco
Bandeira do Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

​A proposta de transição societária apresentada pela Almirante Participações e Empreendimentos S.A. para a compra de 90% da “Nova SAF” trouxe termos técnicos que geraram dúvidas na torcida vascaína. Conforme esclarecimento publicado pelo perfil Podcast Cruzmaltino na plataforma X na tarde desta quarta-feira, dia 15 de julho, o montante de até R$ 150 milhões mencionado sob o rótulo de “recursos incentivados” não representa uma nova injeção direta de dinheiro nos cofres do clube na temporada de 2026.

​Diferente do aporte de capital tradicional, essa frente do projeto funciona como um compromisso de gestão tributária e captação de incentivos públicos ao longo de um período de até 10 anos. Na prática, trata-se de buscar benefícios fiscais, créditos tributários e isenções previstas na legislação desportiva e fiscal para reduzir custos operacionais ou gerar economia financeira direta para o Club de Regatas Vasco da Gama.

​A distinção entre as duas frentes financeiras da proposta-base é clara:

​Obrigação Contratual (Garantido): O aporte de R$ 500 milhões (dividido em parcelas de R$ 100 milhões de 2026 a 2030), além dos R$ 120 milhões para o CT e R$ 30 milhões para a base, são investimentos obrigatórios e vinculantes da proposta apresentada à 4ª Vara Empresarial.

​Melhores Esforços (Estimativa): O valor de até R$ 150 milhões em recursos incentivados é uma meta de captação e eficiência fiscal. O edital estabelece que o grupo liderado pelo empresário Marcos Faria Lamacchia deverá empenhar seus “melhores esforços” para obter essas vantagens junto aos órgãos governamentais, mas uma eventual negativa do poder público na concessão desses incentivos não configurará descumprimento do contrato de investimentos.

​Essa estruturação jurídica visa dar sustentabilidade fiscal ao planejamento que será entregue à administração do presidente Pedrinho e do CEO Fred Luz, permitindo que o futebol vascaíno ganhe fôlego financeiro tanto por meio de dinheiro novo quanto pela redução drástica de suas despesas correntes de impostos.

​Fonte: X do perfil Podcast Cruzmaltino