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Vasco prepara recurso judicial e tenta validar contratações sob o regime de Recuperação Judicial

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Bandeira do Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

Os bastidores jurídicos e esportivos de São Januário seguem em ritmo de plantão intensivo. Conforme informações divulgadas pelo portal ge, o Vasco finaliza os detalhes técnicos para ingressar com um agravo de instrumento nos próximos dias, buscando derrubar a liminar da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que afastou o presidente Pedrinho do Conselho de Administração da Vasco SAF na temporada de 2026.

​A prestação de contas do departamento de futebol é um dos pilares centrais do embate nos tribunais. No texto da decisão, a juíza Caroline Fonseca reproduziu as ressalvas do Conselho Fiscal, alegando que o órgão não teve acesso integral aos dados de fluxo de caixa sobre luvas, comissões de agenciamento, salários e prazos contratuais. O relatório manifestou forte preocupação com o aporte de R$ 100 milhões despendido em reforços no primeiro semestre, questionando se as despesas seriam compatíveis com as obrigações da Recuperação Judicial (RJ) do clube. Apesar dos questionamentos contábeis, a magistrada fez questão de ressaltar textualmente no despacho que a contratação de jogadores é um ato legítimo de discricionariedade da diretoria para a evolução esportiva da equipe.

​Diante do teto orçamentário rígido imposto pelo primeiro semestre de gastos elevados, a diretoria cruz-maltina já desenhava uma atuação modesta e de baixo custo para a janela de transferências que se abre no dia 20 de julho. Para viabilizar novos investimentos sem ferir o acordo com os credores cíveis e trabalhistas, a alta cúpula avalia a captação de recursos por meio de um financiamento na modalidade DIP (Debtor-in-Possession), um mecanismo de crédito específico e protegido por lei para empresas que estão atravessando processos de recuperação judicial.

​Essa engenharia financeira sob o modelo DIP surge como a alternativa viável para que os executivos Fred Luz, Ricardo Abreu e o diretor Admar Lopes consigam a aprovação da interventora judicial Samantha Mendes Longo para finalizar os trâmites do mercado da bola. A liberação desse fluxo de caixa é considerada fundamental para sacramentá-la junto ao Real Betis a vinda por empréstimo do volante colombiano Nelson Deossa e assinar o contrato com a nova comissão técnica, mantendo o elenco competitivo enquanto o grupo aguarda a validação do acordo de R$ 2,5 bilhões com o investidor Marcos Faria Lamacchia.

​Fonte: ge