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Bap ameaça acionar a Justiça contra venda da SAF do Vasco para Marcos Lamacchia

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BAP — Foto: Divulgação

Os bastidores políticos do futebol carioca e paulista entraram em rota de colisão mesmo durante a paralisação dos campeonatos para a disputa da Copa do Mundo. Em entrevista concedida ao Charla Podcast neste domingo, dia 14 de junho, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (o Bap), subiu o tom e prometeu acionar os tribunais caso o empresário Marcos Lamacchia concretize a compra de 90% das ações da Vasco SAF na temporada de 2026.

​O cerne da contestação do mandatário rubro-negro está ancorado em um suposto conflito de interesses de natureza familiar e regulatória. Como Marcos Lamacchia é filho do dono da Crefisa, José Roberto Lamacchia, e enteado de Leila Pereira — atual presidente do Palmeiras —, Bap argumenta que a operação viola preceitos do Código Civil e as diretrizes de governança do futebol brasileiro ao permitir que um mesmo núcleo familiar estenda influência sobre duas potências da Série A. Em tom enfático, o dirigente declarou que a lei proíbe estar “com o pé em duas canoas” e sugeriu que o investidor aguardasse o encerramento do mandato de sua madrasta no clube paulista para assumir os ativos cruz-maltinos.

​A manifestação do rival gerou uma resposta imediata e enérgica por parte de Leila Pereira ainda na noite de domingo. Através de suas redes sociais e em posicionamento enviado ao portal ge, a mandatária palmeirense ironizou as falas do presidente flamenguista, perguntando se as ameaças seriam “medo de mim”. Leila reforçou de forma categórica que seu compromisso institucional com o Palmeiras é exclusivo e vai até dezembro de 2027, não possuindo absolutamente nenhuma ingerência ou relação comercial com o projeto de revenda da SAF vascaína. A empresária foi além e ameaçou processar judicialmente o mandatário do clube da Gávea caso ele insista em fazer acusações falsas que envolvam seu nome de maneira indevida.

​Em São Januário, a diretoria do presidente Pedrinho e o articulador estratégico Christiano Campos mantêm o planejamento inalterado e tratam as declarações externas como ruído político de bastidor. O comitê gestor do clube associativo segue trabalhando intensamente no alinhamento das minutas contratuais para a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) com o grupo de Marcos Lamacchia. O projeto definitivo, avaliado em pouco mais de R$ 2 bilhões de investimento direto — podendo atingir R$ 3 bilhões na contabilidade total de ativos e reformas —, precisará cumprir o rito estatutário obrigatório, demandando uma análise de Due Diligence e aprovação por quórum de 2/3 do Conselho Deliberativo antes de ser chancelado oficialmente.

Fonte: ge e Charla Podcast