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Leila Pereira elogia negociação bilionária do enteado com o Vasco e defende modelo de SAF no Brasil

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Pedrinho, presidente do Vasco, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Anderson Romão/AGIF

​Os bastidores da transição institucional do futebol vascaíno ganharam forte repercussão nacional na noite desta segunda-feira, dia 1º de junho. Em entrevista concedida ao programa POD_i, apresentado pela jornalista Andréia Sadi no portal ge, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, quebrou o silêncio e comentou oficialmente as tratativas financeiras envolvendo o seu enteado, o empresário Marcos Lamacchia, para a aquisição do departamento de futebol cruz-maltino na temporada de 2026.

​A mandatária alviverde fez questão de enfatizar a total independência financeira e profissional do familiar em relação aos negócios da Crefisa, mas teceu profundos elogios ao perfil executivo do investidor. Leila Pereira classificou a possível venda como um excelente negócio para o Vasco, destacando que o comprador possui patrimônio sólido estabelecido em solo nacional e capacidade técnica para reestruturar grandes potências esportivas. O desenho da operação comercial, que foi preliminarmente encaminhado em março, prevê um aporte financeiro robusto superior a R$ 2 bilhões em troca do controle de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

​Durante o bate-papo, a dirigente adotou uma postura firme e defendeu abertamente a migração do futebol brasileiro para o modelo de clube-empresa, apontando que o formato associativo tradicional costuma naufragar em decorrência de pressões políticas internas e busca incessante por votos. O andamento do processo liderado pelo presidente Pedrinho, contudo, enfrenta barreiras burocráticas no âmbito jurídico. A empresa norte-americana 777 Partners, antiga controladora dos ativos da Colina Histórica, acionou recentemente a Justiça por meio de uma interpelação para tentar barrar a venda das cotas, alegando que ainda detém a titularidade legal de 70% das ações e que a disputa arbitral em curso impossibilita a repassagem do clube a terceiros.

​A gestão do futebol do Gigante da Colina segue sob o comando centralizado da diretoria associativa desde o dia 15 de maio de 2024, data em que os efeitos liminares do contrato original com o fundo estrangeiro foram suspensos pelo Poder Judiciário. Enquanto o departamento jurídico trabalha para blindar os bastidores institucionais e destravar os trâmites burocráticos com Marcos Lamacchia, o diretor de futebol Admar Lopes mantém o foco operacional na busca por reforços de mercado para retirar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro durante a intertemporada da Copa do Mundo.

Fonte: ge