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Bola aérea defensiva volta a castigar o Vasco e escancara maior fragilidade da temporada

Renato Gaúcho

O Vasco voltou a sofrer com uma de suas principais deficiências coletivas: a bola aérea. Na derrota de virada por 3 a 1 para o Olimpia no estádio Defensores del Chaco, válida pela Copa Sul-Americana, a equipe carioca foi vazada três vezes em jogadas originadas pelo alto. O primeiro gol paraguaio, anotado por Gamarra, nasceu em uma cobrança de escanteio. Na reta final, Sandoval aproveitou um levantamento de falta para virar o placar, e Sebastián Ferreira fechou a conta após nova jogada aérea que contou com um desvio na área.

​Os dados estatísticos levantados pela equipe do Gato Mestre comprovam o tamanho do problema. Desde que o técnico Renato Gaúcho assumiu o comando, o Cruz-Maltino sofreu 13 de seus 27 gols a partir de jogadas de bola aérea, o que equivale a um percentual de 48,1% dos gols sofridos. O setor defensivo tem sido o calcanhar de aquiles do time ao longo do ano de 2026, e o atual treinador ainda não conseguiu dar consistência ao sistema, tendo sido vazado em 11 dos 12 jogos disputados pelo Campeonato Brasileiro.

​A vulnerabilidade defensiva pelo alto atinge tanto o elenco considerado titular quanto a formação alternativa utilizada nos compromissos do torneio continental. Cientes do problema, a comissão técnica e a diretoria liderada pelo presidente Pedrinho já definiram a principal prioridade para a próxima janela de transferências do meio do ano: a contratação de um zagueiro destro, com perfil de liderança e forte imposição física pelo alto, para disputar posição com Saldivia e Cuesta no lado direito do setor.

​A cúpula de futebol avalia que a chegada de um reforço com status de titular incontestável é fundamental para corrigir a rota defensiva da equipe. O objetivo da diretoria vascaína é dar mais ferramentas de trabalho para Renato Gaúcho conseguir estancar o alto número de gols sofridos e estabilizar o time nas competições de mata-mata e na sequência do certame nacional.

Fonte: ge