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Impasse sobre gramado de São Januário gera insatisfação na diretoria e comissão técnica

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São Januário para Vasco x Athletico — Foto: Matheus Lima/Vasco

O estado do campo de São Januário tornou-se um ponto de discórdia no Vasco. Existe um consenso interno de que a altura da grama, sob responsabilidade da empresa Greenleaf, não atinge o padrão ideal e prejudica o desempenho da equipe em seus domínios. A discussão central gira em torno do equilíbrio entre a velocidade da bola e a regularidade do terreno, afetando diretamente o trabalho do técnico Renato Gaúcho e incomodando o presidente Pedrinho.

​A insatisfação ganhou força após o empate em 2 a 2 contra o Paysandu pela Copa do Brasil. Um lance específico, o gol contra do zagueiro Saldivia no início do segundo tempo, foi citado como exemplo. Embora o erro técnico do uruguaio seja reconhecido, a avaliação da diretoria é de que o quique veloz da bola, influenciado pelo estado do piso, dificultou a ação do defensor. O descontentamento é tão acentuado que o clube já avalia uma possível troca da empresa prestadora de serviço.

​Em contato com o portal ge, o diretor técnico da Greenleaf, Lucas Pedrosa, defendeu os procedimentos realizados. Ele explicou que o gramado, composto pela espécie Bermuda Celebration, foi replantado em novembro do ano passado e ainda passa por um processo natural de maturação. Segundo o diretor, o foco atual é o nivelamento e o controle da densidade da grama, que estaria apresentando um crescimento vigoroso devido ao tratamento nutricional feito no verão.

​Sobre as críticas recentes, o diretor detalhou que a manutenção para o jogo contra o Athletico-PR foi antecipada para o sábado devido a uma previsão de chuva no domingo. Como o corte não foi repetido no dia da partida, a grama cresceu além do esperado, gerando a sensação de campo pesado. Já no duelo contra o Paysandu, o corte foi realizado no dia do jogo, o que, segundo ele, manteve a altura padrão, apesar de percepções contrárias de que o campo estaria baixo demais.

​A empresa reforçou que o gramado apresenta um excelente enraizamento e que cortes verticais estão sendo intensificados para reduzir o efeito de “colchão” causado pelo excesso de densidade. Enquanto a Greenleaf afirma que o cronograma de manutenção segue o desenvolvimento natural da planta, o Vasco busca uma solução imediata para que o fator casa não seja prejudicado por questões técnicas do terreno de jogo.

Fonte: ge