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International Board aprova cartão vermelho para jogador que cobrir a boca para ocultar comportamento discriminatório

International Board aprova cartão vermelho para jogador que cobrir a boca para ocultar comportamento discriminatório
Prestianni foi punido após ofender Vini Jr. e usar camisa para cobrir a boca

A International Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol mundial, aprovou por unanimidade uma alteração histórica no regulamento. A partir desta quarta-feira, 29/04/2026, os árbitros deverão aplicar o cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca com o objetivo de ocultar comportamentos discriminatórios ou ofensas racistas. A medida, que já vinha sendo discutida nos bastidores da FIFA, foi apelidada informalmente de Lei Vini Jr, em referência ao combate liderado pelo atacante brasileiro contra o racismo na Espanha.

​A nova diretriz visa impedir que atletas utilizem as mãos ou a própria camisa para esconder a leitura labial durante insultos proferidos a adversários, árbitros ou torcedores. Segundo informações compartilhadas pelo jornalista Venê Casagrande, a decisão foi tomada com o intuito de garantir a transparência e facilitar a punição de atos de intolerância dentro de campo. A IFAB entende que a ocultação da fala em situações de conflito sugere a intenção de cometer uma infração ética sem ser flagrado pelas câmeras ou pela equipe de arbitragem.

​A implementação será imediata em todas as competições internacionais e deverá ser adotada pela CBF nas partidas do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e torneios de base. No Vasco, a comissão técnica de Renato Gaúcho e o departamento jurídico devem orientar os atletas sobre a nova regra para evitar expulsões por gestos que, até então, eram comuns para esconder táticas ou conversas privadas, mas que agora entrarão sob rígida fiscalização caso envolvam teor discriminatório.

​A Lei Vini Jr é vista como um passo fundamental no fair play financeiro e disciplinar do futebol moderno em 2026. Com o auxílio das câmeras de transmissão e do VAR, qualquer indício de que o jogador cobriu a boca para proferir ofensas graves resultará em exclusão automática da partida e possível julgamento em tribunais desportivos, como o STJD no Brasil. A medida reforça o compromisso das entidades esportivas em banir o preconceito dos gramados mundiais.

Fonte: X do jornalista Venê Casagrande/SBT