A Vasco SAF enfrenta forte oposição de diversos credores na tentativa de aprovar seu terceiro plano coletivo de pagamento na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A proposta enviada pelo clube prevê um limite de pagamento de R$ 10 milhões por ano, com prazo de quitação estendido até 2038, o que gerou protestos de clubes e agentes de atletas nas últimas duas semanas.
Entre os credores que se manifestaram formalmente contra o plano estão clubes como Fluminense, Santos e Red Bull Bragantino, além de empresas de agenciamento como a Link, do agente André Cury, a OTB e a Guadagno Sports. Os críticos apontam a falta de garantias financeiras e questionam o alto investimento na contratação de jogadores em janelas recentes de 2026 enquanto o clube propõe um pagamento reduzido das dívidas.
Os advogados dos credores alegam que o modelo atual incentiva a inadimplência e subatualiza os valores devidos. Eles cobram que a CNRD aplique o mesmo rigor e sanções impostos a outros clubes, como multas, bloqueio de receitas e a suspensão do direito de registrar novos atletas. Alguns grupos sugerem que o prazo de pagamento seja reduzido pela metade e que o clube destine percentuais de premiações e receitas extraordinárias.
Por outro lado, o Vasco defende que a proposta é a parte final de sua reestruturação financeira, projetada para ser concluída ainda no primeiro semestre de 2026. O clube argumenta que os valores e prazos respeitam sua capacidade real de caixa e a sustentabilidade do projeto a longo prazo. Sobre as contratações, a diretoria afirmou à relatora Ana Beatriz Macedo que os investimentos observam os limites orçamentários aprovados.
Fonte: ge