A vitória sobre o Palmeiras nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, consolidou a primeira grande mudança de rota na gestão do elenco vascaíno. O técnico Renato Gaúcho optou por uma formação mais madura, deixando de lado a aposta excessiva em jovens que vinha sendo a tônica da temporada. Com as saídas de Barros, Rojas e Brenner, o treinador promoveu as entradas de Hugo Moura, Tchê Tchê e David, atletas com mais de 28 anos e vasta rodagem no futebol nacional.
Em sua coletiva, Renato Gaúcho justificou a decisão afirmando que o momento delicado do Vasco exige blindagem aos garotos da base e aos recém-chegados. Segundo o comandante, lançar jovens sem a devida confiança pode queimar etapas, sendo fundamental o suporte de jogadores experientes para retomar o caminho das vitórias. Essa mudança estratégica foi crucial para que o time apresentasse uma postura mais compacta e segura durante os 90 minutos em São Januário.
Outro ponto determinante para a escalação foi a condição física dos reforços contratados em janeiro. Brenner e Marino Hinestroza sequer foram acionados, enquanto nomes como Spinelli e Cuiabano iniciaram entre os reservas. O departamento de futebol e a comissão técnica entraram em consenso de que esses atletas, por terem chegado de férias do exterior, ainda não atingiram o nível ideal. Por isso, Adson e David ganharam a titularidade, entregando a intensidade necessária para o esquema proposto.
Taticamente, o Vasco também apresentou novas dinâmicas defensivas. Diferente do modelo anterior, onde os pontas recuavam para formar uma linha de cinco defensores, Nuno Moreira e Andrés Gómez fecharam a marcação mais centralizados. Essa compactação permitiu que David atuasse como uma válvula de escape constante, aproveitando os espaços deixados pela defesa adversária e garantindo o equilíbrio que o Gigante da Colina precisava para vencer o confronto.
Fonte: ge