
O Vasco da Gama deu um passo decisivo em sua reestruturação societária neste último dia de 2025. Segundo informações da Arena Cruzmaltina e do VDG-CAST, o clube oficializou uma proposta à empresa americana A-CAP para recomprar os 31% das ações da SAF que pertenciam à 777 Partners. A oferta apresentada é de aproximadamente 16 milhões de dólares (cerca de 88 milhões de reais), estruturada em quatro parcelas semestrais de 4 milhões de dólares cada.
A estratégia da gestão liderada por Pedrinho visa retomar o controle total dessas ações para facilitar a entrada de um novo investidor estratégico. Atualmente, o nome mais forte nos bastidores é o de Marcos Faria Lamacchia, empresário do setor financeiro e herdeiro da família fundadora da Crefisa. O Vasco aguardava a homologação de sua Recuperação Judicial para ter a previsibilidade de caixa necessária para formalizar esse compromisso financeiro, que agora corre em paralelo ao processo de arbitragem na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A A-CAP, que herdou os ativos da 777, já manifestou que não tem interesse em gerir clubes de futebol e vê com bons olhos um acordo que garanta algum retorno financeiro, visto que corre o risco de perder as ações sem compensação ao final do litígio jurídico. Caso o acordo seja selado, o Vasco poderá redigir um novo contrato de venda da SAF, estabelecendo metas esportivas e de investimento muito mais agressivas do que as firmadas anteriormente, garantindo a sustentabilidade do clube para as próximas décadas.
Estrutura Acionária Atual (Dezembro/2025):
30% pertencem ao Vasco Associativo.
31% pertencem à 777 Partners (sob gestão da A-CAP e objeto da proposta de recompra).
39% seguem em disputa jurídica na arbitragem.
Fonte: X Arena Cruzmaltina / VDG-CAST / CNBC Times Brasil