
A possível aquisição da SAF do Vasco por Marco Faria Lamacchia provocou uma reação imediata da diretoria do Flamengo, que acionou a CBF para questionar a legalidade do negócio. O ponto central da contestação rubro-negra é a relação familiar entre o investidor e Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras e madrasta de Marco. O Flamengo sustenta que a transação configura um conflito de interesses evidente, ferindo a Lei das SAFs e o novo regulamento de Fair Play Financeiro, que proíbem que uma mesma pessoa física ou jurídica exerça influência significativa sobre dois clubes na mesma competição. Os dirigentes da Gávea manifestaram preocupação com possíveis facilidades em trocas de jogadores e cooperação estratégica entre cariocas e paulistas.
Apesar da pressão do rival, Leila Pereira demonstra tranquilidade e assegura que não há impedimentos legais para que seu enteado realize o investimento. A mandatária palmeirense argumenta que sua gestão no clube paulista é política, como presidente eleita, e não como proprietária, ressaltando ainda que a Crefisa encerrou seu ciclo de patrocínio no Palmeiras, o que eliminaria o vínculo comercial direto entre as instituições. Leila já havia protagonizado um embate com o Flamengo anteriormente, quando sua empresa emprestou oitenta milhões de reais ao Vasco para socorro financeiro imediato, operação que também foi alvo de protestos na Gávea, mas que não sofreu sanções da justiça desportiva.
O empresário Marco Lamacchia, que possui quarenta e sete anos e uma fortuna familiar estimada em bilhões de reais, segue focado nas negociações com o presidente Pedrinho. O valor cogitado para a reestruturação do Vasco gira entre duzentos e cinquenta e quatrocentos milhões de reais em aportes iniciais, cifras que prometem mudar o patamar do clube a curto prazo. Enquanto o Flamengo promete ir à justiça para anular qualquer contrato de compra que venha a ser assinado, os advogados da família Lamacchia e do Vasco trabalham na blindagem jurídica do memorando de entendimento, confiantes de que a autonomia financeira de Marco em relação ao pai e à madrasta garante a validade do negócio perante as normas da CBF.
Fonte: Blog Cosme Rímoli – R7 / ESPN / ge