
Apesar do brilho ofensivo e do vice-campeonato da Copa do Brasil, o Vasco encerra a temporada de 2025 com um sinal de alerta ligado em seu setor defensivo. Com os dois gols sofridos na final contra o Corinthians, o Gigante da Colina atingiu a marca de 94 gols sofridos no ano, um número que não era alcançado desde a difícil temporada de 2021, quando o clube estava na Série B. A fragilidade ficou evidente na decisão do último domingo, onde falhas de posicionamento na linha defensiva, indecisão na saída do gol e botes precipitados no meio-campo foram cruciais para o resultado negativo.
A retrospectiva recente mostra uma tendência de crescimento nos gols sofridos. Em 2022, a rede vascaína foi balançada 50 vezes; em 2023, o número subiu para 63 e, no ano passado, chegou a 82. Em 2025, o time teve sua defesa vazada em 52 das 71 partidas disputadas, o que representa uma média preocupante para uma equipe que pretende brigar por títulos. Curiosamente, o ataque produziu exatamente a mesma quantidade de gols que a defesa concedeu: 94, evidenciando um desequilíbrio que impediu conquistas maiores.
A Busca pela Consistência em 2026
O técnico Fernando Diniz, que também comandou parte da campanha de 2021, reconheceu as oscilações e prometeu cobrar “consistência” do elenco para o próximo ciclo. O treinador destacou que a equipe viveu extremos, como a sequência de quatro vitórias seguidas no Brasileirão que foi rapidamente anulada por cinco derrotas consecutivas. Para Diniz, o objetivo para 2026 é manter o alto nível de atuação de forma constante, evitando os apagões defensivos que marcaram a reta final desta temporada.
Fonte: ge