
O Vasco inicia o planejamento para 2026 com o desafio de equilibrar as contas e manter a competitividade técnica. A principal interrogação que paira sobre São Januário é a permanência de Rayan. O jovem atacante, que foi o grande protagonista do time em 2025, está no radar de gigantes europeus, e a diretoria admite que será complexo resistir às propostas. No entanto, o plano interno é tentar segurar a joia ao menos até a janela de transferências do meio do ano.
O técnico Fernando Diniz já deixou claro que Rayan é o pilar central de seu projeto tático. Em uma declaração paternal e estratégica, Diniz recomendou publicamente que o atacante permaneça no clube por mais uma temporada. Segundo o treinador, um ano extra no Brasil permitiria que Rayan consolidasse seu futebol e chegasse à Europa mais maduro, possivelmente já com convocações para a Seleção Brasileira principal no currículo, o que também valorizaria o ativo do clube.
Orçamento e Prioridades
A realidade financeira do Vasco para 2026 será de austeridade. Sob o regime de recuperação judicial, o clube trabalhará com um orçamento restrito, o que exige escolhas precisas no mercado. As prioridades de investimento já foram traçadas pelo departamento de futebol:
Aquisições Definitivas: O primeiro grande passo financeiro será exercer a compra do trio de destaques que atuou por empréstimo: o zagueiro Cuesta, o defensor Robert Renan e o atacante Andrés Gómez.
Alívio da Folha: Para viabilizar novas chegadas sem depender obrigatoriamente da venda imediata de Rayan, o Vasco busca negociar atletas com salários elevados ou que perderam espaço, como é o caso das conversas envolvendo a saída de Vegetti para o Coritiba.
Reforços Pontuais: O desafio da diretoria será garimpar jogadores que cheguem para suprir carências imediatas (especialmente nas laterais e no meio-campo) dentro do teto salarial estabelecido para o próximo ano.
Fonte: ge