
O Vasco pode sofrer um duro golpe fora dos gramados por conta de sua antiga parceria com a Eletrobrás. Matéria do jornal Estadão informa que o clube cruz-maltino corre o risco de ser obrigado a devolver R$ 73 milhões para a empresa estatal, por ter recebido de “forma indevida recursos públicos”.
A parceria entre Vasco e Eletrobrás durou de 2009 a 2013, durante a gestão do presidente Roberto Dinamite. Nesse período, de acordo com o parecer do TCU, a agremiação carioca teria usado verba da estatal para pagamentos de dívidas contraídas antes do compromisso firmado entre as partes. O contrato previa prestação de contas do Vasco para comprovar a forma como o dinheiro era gasto, algo que, segundo os auditores, nunca ocorreu.
Os auditores, então, aconselharam que houvesse uma Tomada de Contas Especial (TCE), algo feito somente quando o TCU cobra a devolução dos recursos. Para bater o martelo, o Tribunal quer voltar a ouvir a diretoria vascaína antes de adotar a TCE.
Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com, o Vasco informou que só irá se manifestar quando for notificado.
Relembre o fim da parceria
O patrocínio da Eletrobrás no Vasco durou quatro anos e foi encerrado em fevereiro de 2013, de forma nada amistosa. Na ocasião, a estatal rompeu admitindo insatisfação.
De acordo com a publicação no Diário Oficial na época, a Eletrobras alegou que o Vasco não cumpriu o dever de regularizar sua situação fiscal e, assim, a empresa decidiu instaurar um processo administrativo para a rescisão de contrato. Em comunicado oficial, a Eletrobras confirmou a rescisão e uma multa ao Vasco, de R$ 392 mil.
“Por determinação da Justiça, a Eletrobras depositou em juízo a última parcela do contrato de patrocínio com o C.R. Vasco da Gama, em favor do Sindicato dos Empregados em Clubes, Estabelecimentos de Cultura Física, Desportos e Similares no Estado do Rio de Janeiro. O valor do depósito foi de R$ 8.017.622,00 Deste valor já foi descontada a multa, 0,7% sobre o valor total do contrato, aplicada devido ao descumprimento de diversas obrigações contratuais, as quais também ensejaram a rescisão do contrato entre a empresa e o clube”.
Fonte: GloboEsporte.com