
A passagem de Fernando Diniz pelo Vasco da Gama chegou ao fim de forma abrupta na noite deste domingo, dia 22 de fevereiro de 2026. O treinador foi pego de surpresa com o comunicado de sua demissão, feito pelo presidente Pedrinho ainda nos vestiários do Estádio Nilton Santos, logo após a derrota para o Fluminense. Embora o técnico contasse com a admiração pessoal do presidente, a falta de resultados — apenas três vitórias em 11 jogos no ano — e a ausência de evolução tática tornaram sua permanência insustentável.
O estopim para a queda foi o desempenho no Clássico dos Gigantes. A diretoria ficou profundamente incomodada com a incapacidade da equipe em produzir chances reais, mesmo atuando com um jogador a mais durante mais de 30 minutos. A pressão de conselheiros e membros da cúpula vascaína, que já pediam a saída do técnico há semanas, atingiu o ápice após o apito final, quando os gritos de “burro” ecoaram novamente das arquibancadas. Pedrinho, que vinha sendo o principal escudo de Diniz, acabou cedendo ao entendimento de que o ciclo havia se encerrado precocemente.
Os bastidores revelam que o desgaste vinha desde o fim de 2025, quando o time somou sete derrotas nas últimas oito rodadas do Brasileirão, sendo “salvo” apenas pela campanha no vice-campeonato da Copa do Brasil. Com as saídas de Vegetti, Rayan e Philippe Coutinho, o trabalho perdeu suas referências técnicas e não conseguiu apresentar novas soluções. Agora, enquanto busca um novo comandante, o Gigante da Colina será dirigido interinamente pelo auxiliar permanente Bruno Lazaroni, que já assume o time para o confronto contra o Santos, nesta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro.
Fonte: ge