
O desfecho da segunda passagem de Philippe Coutinho por São Januário ganhou novos detalhes nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro de 2026. Segundo apuração do UOL, o meia de 33 anos decidiu rescindir seu contrato por se sentir desprestigiado pela torcida e, principalmente, desprotegido pela diretoria do Vasco da Gama. O jogador entende que as vaias e xingamentos em São Januário foram inflamados por comentários de influenciadores e jornalistas, que teriam feito críticas ao seu caráter e comprometimento, algo que o atleta refutou em sua nota oficial de despedida.
O estafe de Coutinho explicou que o jogador está habituado a cobranças técnicas, mas que o tom das ofensas recentes gerou um temor por sua segurança emocional e o bem-estar de sua família. O meia esperava uma postura mais incisiva da cúpula vascaína para blindá-lo dessas narrativas externas. Apesar do desconforto com a gestão, o técnico Fernando Diniz foi poupado de qualquer mágoa; pelo contrário, o treinador foi visto como o maior aliado do camisa 10 até o último minuto, o que justifica a fala recente de Diniz sobre a relação “muito próxima” entre ambos.
O sentimento de desprestígio por parte do jogador é acentuado pelo esforço financeiro feito para retornar ao clube. Para assinar o vínculo definitivo com o Cruz-Maltino no início de 2025, Coutinho abriu mão de aproximadamente R$ 40 milhões que teria a receber em salários se cumprisse seu contrato anterior com o Aston Villa. O meia entende que sua entrega institucional e financeira não foi levada em conta pela arquibancada diante da falta de resultados coletivos nesta temporada. A formalização da rescisão ocorre nesta quinta-feira, encerrando um ciclo marcado pelo vice-campeonato da Copa do Brasil em 2025 e um adeus amargo em 2026.
Pontos chave do descontentamento de Coutinho:
Falta de Blindagem: O jogador sentiu que a diretoria não agiu para protegê-lo de ataques pessoais vindos da mídia e de influenciadores.
Ataques ao Caráter: O meia ficou profundamente abalado por ter sua vontade de estar no clube questionada após ter aberto mão de valores milionários na Inglaterra.
Saúde Mental: A decisão de não voltar ao banco de reservas no jogo contra o Volta Redonda foi um ato de autopreservação emocional diante das hostilidades.
Aliança com Diniz: O treinador foi o único membro do departamento de futebol que manteve total sintonia e apoio ao atleta até o fim.
Fonte: UOL