Pedrinho e Diniz tentaram evitar saída de Coutinho, que já cogitava adeus em 2025

A rescisão contratual de Philippe Coutinho, oficializada na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro de 2026, não foi uma decisão intempestiva, embora tenha surpreendido pela rapidez. Segundo o jornalista Gilmar Ferreira, o camisa 10 já havia manifestado o desejo de encerrar sua carreira profissional logo após a final da Copa do Brasil, em dezembro de 2025. Na ocasião, o presidente Pedrinho e a diretoria do Vasco conseguiram convencê-lo a tirar férias, relaxar e reavaliar sua posição apenas no fim do contrato, em junho deste ano.

Entretanto, o início de temporada abaixo das expectativas e a hostilidade recente das arquibancadas funcionaram como o gatilho final. Aos 33 anos, o meia entendeu que não conseguiria mais entregar o nível de performance que o torcedor e o clube esperavam dele. Mesmo com números honestos para o período — três gols e uma assistência em sete jogos disputados em 2026 —, o peso emocional das críticas e a sensação de ciclo encerrado falaram mais alto. O técnico Fernando Diniz, que também tentou demover o atleta da ideia em uma reunião na última terça-feira, não conseguiu reverter o quadro, que foi classificado como “irreversível” pelo estafe do jogador.

A saída deixa um rastro de frustração em São Januário, especialmente pela forma como o maior patrimônio técnico do elenco se despediu: sob vaias em seu último jogo contra o Volta Redonda. A crítica interna recai sobre a demora da gestão em blindar o atleta e na queda de produção coletiva, que expôs o meia ao julgamento da torcida. Agora, o Vasco da Gama precisa juntar os cacos para enfrentar o Fluminense na semifinal do estadual, perdendo não apenas um jogador, mas o carisma e a liderança técnica que Coutinho representava no projeto de reconstrução do clube.

Destaques do desfecho:

Convencimento prévio: Pedrinho evitou a aposentadoria do meia em dezembro, ganhando dois meses extras de permanência.

Gatilho da saída: Hostilidade da torcida e críticas que extrapolaram o campo técnico no jogo contra o Volta Redonda.

Média em 2026: Disputou 539 minutos, com média de 77 minutos por partida, números que a diretoria considerava produtivos.

Impacto institucional: O clube reconhece a perda de valor intangível e técnico com a saída da sua principal estrela.

Fonte: X do jornalista Gilmar Ferreira/Extra

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