
Após a classificação dramática nos pênaltis contra o Volta Redonda, o técnico Fernando Diniz concedeu uma coletiva franca na madrugada deste domingo, dia 15 de fevereiro de 2026. O treinador detalhou a dificuldade de furar defesas que atuam com linhas baixas e congestionam o centro do campo, justificando o uso constante das laterais para tentar abrir espaços. Segundo Diniz, o risco de contra-ataque ao tentar passes centrais em blocos muito fechados é altíssimo, o que exige paciência e naturalidade da equipe para não se expor.
Sobre o ambiente de pressão em São Januário, o comandante reiterou que sua relação com Philippe Coutinho é “ótima e muito próxima”, tentando afastar qualquer rumor de crise interna. Diniz também validou as vaias da torcida, afirmando que o torcedor está “coberto de razão” ao se desesperar com exibições como a do primeiro tempo deste sábado. Para ele, a torcida do Vasco é um patrimônio diferente e apaixonado que merece resultados melhores, assumindo a responsabilidade de entregar vitórias para reconquistar o apoio das arquibancadas.
Um ponto central da análise de Diniz foi a eficácia ofensiva. O treinador destacou que o time produziu 31 finalizações contra apenas seis do adversário, volume que se repetiu em jogos anteriores contra Chapecoense e Bahia, mas sem o aproveitamento necessário. Ele admitiu que o elenco ainda sente a ausência de Rayan, vendido ao futebol europeu em 2026, ressaltando que o poder de definição do jovem atacante faz falta para transformar o volume de jogo em gols. O técnico relembrou momentos difíceis em clubes anteriores para reforçar sua confiança de que o trabalho atual trará frutos a longo prazo.
Números destacados por Diniz no jogo:
Volume de ataque: 31 chutes a gol contra 6 do Volta Redonda.
Desempenho: Crítica severa ao primeiro tempo e elogios à postura do time na etapa final.
Eficiência: Reconhecimento de que o time oferece chances desnecessárias e aproveita pouco as oportunidades criadas.
Fonte: ge