
O Vasco da Gama não se deu por satisfeito com a proposta formal enviada pelo Bournemouth para a contratação do atacante Rayan. Embora o clube inglês tenha sinalizado durante a semana que chegaria aos 35 milhões de euros (cerca de R$ 218 milhões), o valor fixo colocado no papel foi inferior a esse montante. A oferta total só atingiria a cifra esperada mediante o cumprimento de metas de desempenho consideradas complexas pela diretoria cruzmaltina, o que travou o avanço imediato do negócio.
Apesar de Rayan já ter aceitado os termos salariais e um contrato de cinco anos com a equipe da Premier League, o presidente Pedrinho e o diretor Felipe adotam cautela. O Vasco acredita que, com a vitrine do jogador em alta, novas propostas de gigantes como Bayern de Munique e Borussia Dortmund podem chegar à mesa nos próximos dias. A estratégia da cúpula vascaína é usar a boa relação com a família do atleta para mostrar que uma espera estratégica pode render um negócio financeiramente mais vantajoso e um destino esportivo de maior peso.
Internamente, o técnico Fernando Diniz segue como o principal entusiasta da permanência da joia. O treinador e o departamento de futebol tentam convencer Rayan de que uma transferência na janela do meio do ano (verão europeu) seria mais benéfica, permitindo que ele saia mais maduro e valorizado. O sonho da diretoria é esticar a corda para aproximar a venda dos 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 311 milhões), ou ao menos garantir cláusulas de mais-valia agressivas que compensem a saída precoce da maior revelação do clube.
Enquanto o imbróglio não se resolve, Rayan continua à disposição da comissão técnica, mas a incerteza sobre seu futuro paira sobre o Clássico dos Milhões. O Vasco entende que tem o tempo a seu favor e não pretende ceder às pressões do mercado inglês sem que suas exigências financeiras sejam plenamente atendidas. A expectativa agora é se o Bournemouth subirá a oferta ou se os clubes alemães entrarão oficialmente na disputa pela promessa de 19 anos.
Fonte: ge