
A proximidade do anúncio de Marino Hinestroza como reforço do Vasco da Gama passa por uma proposta estratégica que superou o Boca Juniors não apenas no valor total, mas nos detalhes contratuais. Enquanto o clube argentino ofereceu os mesmos 5 milhões de dólares, a composição da oferta vascaína foi considerada muito mais vantajosa para o Atlético Nacional, da Colômbia.
A grande diferença reside na cláusula de revenda. O Boca Juniors propôs pagar ao time colombiano 20% apenas sobre o lucro de uma futura transferência (mais-valia). Já o Vasco, em uma manobra mais agressiva, ofereceu 20% do valor total de uma venda futura. Na prática, isso garante ao Atlético Nacional uma fatia maior de dinheiro, independentemente de por quanto Hinestroza seja negociado pelo Cruz-Maltino lá na frente.
Além disso, o Vasco se comprometeu a arcar com encargos e comissões que elevam o custo total da operação para 6 milhões de dólares, valor que os argentinos não se dispuseram a cobrir. Essa segurança financeira, somada ao projeto esportivo de Fernando Diniz, foi o que convenceu a diretoria colombiana e o estafe do atleta a optarem por São Januário em detrimento da Bombonera.
Com esse “chapéu” consolidado, o Vasco reafirma sua nova postura no mercado sul-americano: a de um clube comprador que utiliza inteligência contratual para vencer concorrentes históricos. Hinestroza é aguardado no Rio de Janeiro para exames médicos, enquanto a torcida já projeta o impacto do colombiano no sistema ofensivo que terá o seu primeiro grande teste de fogo nesta quarta-feira.
Fonte: Informações de @MonroigDiego na página @EternoBoca12