Salgado rebate Pedrinho sobre recompra de ações da Vasco SAF: ‘Ele jogou fora a oportunidade’

Jorge Salgado, ex-presidente do Vasco — Foto: André Durão

Durante coletiva na quinta-feira (24), o presidente do Vasco, Pedrinho, acusou seu antecessor, Jorge Salgado, de não ativar uma cláusula do contrato com a 777 Partners que permitiria ao clube recomprar ações da Vasco SAF por R$ 1 mil, devido a um aporte não pago. Em resposta, Salgado negou a acusação e afirmou que foi Pedrinho quem desperdiçou essa oportunidade ao romper unilateralmente o contrato com a 777 em maio de 2024.

Declaração de Pedrinho

Pedrinho levantou o tema ao ser questionado sobre os planos para a janela de transferências, sugerindo que a gestão de Salgado falhou ao não exercer a cláusula de recompra. “Na cláusula do contrato feito com a 777, num dos aportes que não foi feito, o ex-presidente poderia com R$ 1 mil depositar e ter as ações que não foram integralizadas de volta. Com isso, o clube voltaria a ser majoritário. Ele não exerceu isso”, disse, alegando que a decisão de Salgado foi motivada por dívidas acumuladas em contratações feitas pela 777, que somariam R$ 200 milhões.

Resposta de Salgado

Salgado refutou a narrativa, explicando que, em setembro de 2022, a 777 atrasou um aporte, mas regularizou o pagamento dentro do prazo de 30 dias após notificação, conforme o contrato. Isso impossibilitou a ativação da cláusula de recompra na sua gestão. Ele acusou Pedrinho de perder a chance ao romper o contrato em junho de 2023, antes do vencimento de um aporte de R$ 270 milhões em setembro de 2023. “Quem jogou fora a oportunidade de recomprar as ações por R$ 1 mil foi ele próprio, ao decidir romper unilateralmente três meses antes. Bastava aguardar o inadimplemento e exercer a cláusula no dia seguinte”, afirmou Salgado.

Contexto da disputa

A gestão de Pedrinho acionou a 777 na Justiça do Rio em maio de 2024, obtendo uma liminar que afastou a empresa americana do controle da SAF. Pedrinho justificou a ação como necessária para evitar uma “massa falida”, mas Salgado contestou, destacando que, em caso de falência da 777, o Vasco manteria 69% do capital social e poderia atrair novos investidores com uma cláusula de drag along. Ele também criticou os riscos jurídicos e financeiros da decisão de Pedrinho, que resultaram em litígios ainda em andamento.

Situação atual do Vasco

O embate ocorre em meio a uma crise esportiva, com o Vasco na 16ª posição do Brasileirão Betano, com 14 pontos, e eliminado da Sul-Americana. A torcida protesta contra Pedrinho, e o clube enfrenta limitações financeiras na recuperação judicial. O Vasco joga contra o Internacional no domingo (27), às 18h30, no Beira-Rio, e contra o CSA na quarta-feira (30), às 19h, pela Copa do Brasil.

Fonte: ge

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