Prezados e prezadas irmãos e irmãs em Vasco,
Hoje inicio a minha coluna semanal aqui no portal de notícias do Grupo Vascaínos Unidos, do qual muito me orgulho em fazer parte. Não é a primeira vez que escrevo para o site, mas antes o fazia de forma esporádica. Daqui por diante, portanto, em regra às segundas ou terças-feiras, estarei aqui falando sobre algum assunto relevante e do interesse dos vascaínos.
Feita essa introdução, vamos falar do que interessa?
Pois bem. Gostaria de abordar um tema que tem gerado bastante polêmica desde o resultado adverso ocorrido no último sábado diante do Santos: “Continuar apoiando o Vasco, indo a jogos e se associando ou abandonar até que a política do Clube entre nos eixos?”
A política do Vasco de fato tem sido um problema e não é de hoje. Desde aproximadamente 2001, muito por causa da atuação política dos nossos dirigentes, o Vasco oscila e enfrenta sérias dificuldades de captação de patrocínios, formação de elencos combativos e, por consequência óbvia, um endividamento monstruoso vem se acumulando desde então, inviabilizando a vida financeira e o planejamento do Clube.
O saldo dessa fatura todos sabemos: 3 rebaixamentos e títulos inexpressivos, a exceção da Copa do Brasil em 2011.
As eleições, senão fraudulentas, possuíam fortes indícios de votos direcionados e esquemas de associação em massa para favorecer determinado candidato.
A esse particular, no entanto, é possível afirmar que as últimas eleições foram um divisor de águas. Isto porque todo o bloco de oposição agiu judicialmente e conseguiu a anulação da urna 7. Aqui é importante mencionar que toda a oposição teve mérito nas batalhas judiciais, sem exceção.
Daí por diante se pôde perceber o início de um árduo trabalho com o objetivo de tornar as eleições do Vasco mais transparentes e imune a fraudes. Um recadastramento sério e sobretudo a anistia aos sócios inadimplentes vão permitir que as próximas eleições sejam as mais limpas da nossa história.
E o que isso tem a ver com a pergunta inicialmente feita? Tudo! Pois finalmente o vascaíno e a vascaína saberão que sua vontade vai prevalecer nas urnas e o presidente eleito será aquele que os sócios escolheram.
Logo, mais do que nunca o momento é de lamber as feridas, levantar a cabeça e apoiar o Vasco, acima de tudo se associando, pois a bem da verdade é que se o CRVG ainda está de pé e figurando entre os principais clubes brasileiros mesmo com todos os problemas que temos atravessado, isso se deve única e exclusivamente à sua imensa torcida.
Fica, portanto, registrado o meu apelo nessa primeira coluna: NÃO DESISTA DO VASCO! NÃO PELOS DIRIGENTES OU PELOS JOGADORES, MAS PELA INSTITUIÇÃO QUE APRENDEMOS A AMAR! O VASCO É INFINITAMENTE MAIOR QUE TUDO ISSO! Saudações Vascaínas.
* Jeferson Barreto, carioca, suburbano e cervejeiro é advogado, historiador, administrador do Grupo Vascaínos Unidos e Vascaíno inveterado.
* Imagem: Reprodução da internet