Números extremos e semelhanças: como chega o Vasco para encarar o Cruzeiro

O clássico e o Campeonato Mineiro ficaram para trás, pelo menos agora. Nesta quarta-feira, pela Libertadores, o Cruzeiro encara o Vasco, no Mineirão, às 21h45 (de Brasília). É um duelo de dois times que perderam na primeira rodada do Grupo 5 da competição. A Raposa foi derrotada pelo Racing, na Argentina, por 4 a 2. O Cruzmaltino foi batido em seus domínios, no Rio, pelo Universidad de Chile, por 1 a 0. Até pela pontuação zerada dos dois times no grupo, o confronto brasileiro ganhou ares de decisão. Mas como chega o Vasco para a partida? Como está o time carioca? O GloboEsporte.com traz alguns detalhes para o torcedor cruzeirense sobre o adversário.

– Temos que trocar o chip, saber que temos que ganhar em casa. Temos que pontuar. Eles também perderam. Acho que vai ser um jogo que vai definir situações do grupo. Temos que preparar bem para o jogo. Sabemos que eles fazem muitos gols, mas tomam muitos gols também. Vamos ter que caprichar nisso. São jogos que podemos decidir nos detalhes. Temos que estar muito espertos – disse o uruguaio Arrascaeta.

Além de mencionar a derrota do Vasco para o Universidad de Chile, Arrascaeta destacou os números “extremos” do adversário. É um time que, de fato, faz muitos gols, mas também sofre muitos. O Vasco já foi mais experimentado no ano se comparado ao Cruzeiro. A Raposa tem 16 jogos na temporada, o time carioca tem 19. Foram 14 pelo Carioca e cinco pela Libertadores (jogou a fase preliminar do torneio). Os números da temporada vascaína se resumem em 11 vitórias, seis derrotas e dois empates. São 38 gols marcados (média de dois por jogo) e 27 sofridos (média de 1,4 por jogo).

A título de comparação, o Cruzeiro, proporcionalmente, tem números menos significativos nos dois quesitos. Marcou 28 gols e sofreu 13, o que dá uma média de 1,75 por partida e 0,8 sofridos.

Os dois times são finalistas nos estaduais que disputam. O Vasco, porém, começou melhor a disputa pela taça do Carioca: venceu o Botafogo no primeiro jogo, por 3 a 2, o que aumenta a confiança da equipe para a partida contra o Cruzeiro. A derrota celeste para o Atlético-MG, por 3 a 1, no primeiro jogo da decisão do Mineiro, foi completamente inesperada, mas lições precisam ser tiradas pelo time de Mano Menezes, e os jogadores precisam colocar em prática, de fato, a tal “virada de chip”, essencial neste momento.

O torcedor cruzeirense, após ver o time tomar três gols de bola parada no clássico, está preocupado com as jogadas aéreas. O Vasco também tem o mesmo problema. Cerca de 60% dos gols sofridos pelo time na temporada surgiram de bolas pelo alto. Em relação aos números ofensivos, os gols do Cruzmaltino saíram, em sua maioria, por baixo. O time do técnico Zé Ricardo marcou apenas sete vezes de cabeça no ano – o que não faz com que o alerta celeste seja menos importante.

O elenco vascaíno tem vários velhos conhecidos do futebol mineiro. No atual time titular (tomando por base a escalação da final do Carioca), Rafael Galhardo, Paulão, Fabrício, Wagner e Riascos jogaram no Cruzeiro. Erazo e Giovanni Augusto passaram recentemente pelo rival Atlético-MG.

Se o ponto fraco do Cruzmaltino é a bola parada defensiva, o ponto forte é o volume ofensivo. Mas há um detalhe curioso: dois centroavantes disputam posição na temporada, nenhum deles é unanimidade. Os gringos Riascos (colombiano) e Andrés Ríos (argentino) têm oscilado entre boas e más atuações em 2018. O “queridinho” do torcedor vascaíno é o atacante Paulinho, garoto de 17 anos que tem mostrado muita qualidade e personalidade, além de fazer gols importantes.

Por fim, um outro jogador merece muita atenção: Yago Pikachu. Lateral-direito de origem, tem a qualidade ofensiva como um destaque em seu jogo. Se transformou, nas últimas duas partidas, em ponta – também pela direita. Vive grande fase e tem sete gols no ano. É o artilheiro do time. Olho nele!

Estudar o Vasco, encarar o jogo como uma final e esquecer o clássico. Essas parecem ser as receitas “básicas” para o Cruzeiro sair do Mineirão, quarta-feira, com três pontos na bagagem. A vitória, caso venha, será importantíssima também para a finalíssima do Mineiro, no próximo domingo, especialmente no ponto de vista psicológico. A Raposa precisa vencer por dois gols de diferença para ficar com a taça estadual.

Fonte: globoesporte

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