Após “feirão” e boatos, polícia vai a São Januário reforçar segurança

A manhã na sede do Vasco da Gama teve movimentação diferente. Por volta de 10h, viaturas da Polícia Militar deram algumas voltas em São Januário, com alguns dos carros fazendo a segurança da portaria principal da sede. Uma viatura da Delegacia de Repressão contra Crimes de Informática (DRCI) também passou pelo local. As informações são do repórter Clayton Conservani.

Segundo a assessoria do Vasco, “policiais da DRCI estiveram em São Januário e fizeram varredura do material esportivo, e teriam confirmado que não houve saque nem distribuição de material esportivo a funcionários”. Disse ainda que os policiais não foram chamados pelo Vasco, mas não soube dizer quem os mandou ao clube.

Agora à tarde, segundo a assessoria, o vice da presidência Ricardo Vasconcelos irá à DRCI prestar queixa crime contra os difusores dos boatos.

O estádio segue sem luz, mas funcionários trabalham. No restaurante, alguns montam mesas, preparam o local para a hora do almoço, mas tudo no escuro. Os funcionários evitam falar sobre a situação.

Um grupo liderado por Julio Brant registrou ocorrência na 17ª DP em São Cristovão, na manhã desta sexta, para averiguação das ocorrências em São Januário.

Além disso, Brant acusou a atual diretoria de estar fazendo elos “anti-éticos” com empresários, em negociações com jogadores oriundos das divisões de base do clube.

– Empresários estão sendo chamados para aumentar o salário dos jogadores da base por valores fora de mercado. Mostra o quão maldosa é a intenção. A preocupação não é pelo Vasco. Mas vamos trabalhar para reverter isso. Qualquer negociação vil, claramente prejudicial, será revertida. Fica um aviso aos empresários. É antiético fazer negociação desse tipo em um momento como esse. Me surpreende que grandes empresas negociem com o clube.

O drama em São Januário

Ontem à tarde, o clube teve a energia cortada pela Light por deficiência técnica. Ao longo do dia, o GloboEsporte.com apurou que houve um “feirão” no almoxarifado.

Alguns funcionários retiraram objetos pessoais que utilizavam nas dependências de São Januário. Houve ainda boatos sobre evasão de computadores e equipamentos do Caprres, mas isso não foi confirmado pelo GloboEsporte.com.

O GloboEsporte.com também ouviu pessoas da atual administração, e elas negaram que houve de fato um “feirão”. A atual diretoria nega também a evasão de equipamentos como televisões e computadores. A ideia é produzir um vídeo para documentar tudo que será deixado no clube, o que já evidencia também o clima de adeus.

Fonte: GloboEsporte.com

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