Vasco x Fla é marcado por recorde de público, pedradas em carros e zoações

Vasco e Flamengo duelaram neste domingo, na Arena da Amazônia, em Manaus, pela semifinal do Campeonato Carioca – e válido por mais um evento testo para para os Jogos Olímpicos na capital amazonense. No campo, os cruzmaltinos venceram por 2 a 0, com gols de Andrezinho e Riascos. Nas arquibancadas, a vitória foi rubro-negro, que compareceu em maior número no estádio. Inclusive, 44.419 torcedores assistiram a partida, que marcou um novo recorde de público para o estádio.

Todavia, à tarde não foi marcada apenas por futebol e provocações sadias. Infelizmente. Antes mesmo do duelo começar, a PM já havia informado algumas ocorrências nos arredores do estádio. Carros estacionados foram vistos com vidros quebrados e balas de pistola foram encontradas no chão. É importante lembrar que as organizadas foram escoltadas a todo momento.

Após o confronto, por outro lado, as implicâncias foram em tom de brincadeira. Enquanto saíam – mais cedo – do estádio, flamenguistas eram zombados por vascaínos, que faziam menção a invencibilidade de nove jogos perante o rival. Já os rubro-negros respondiam lembrando o terceiro rebaixamento em menos de 10 anos do Vasco.

RECORDE DE PÚBLICO

Não é à toa que Vasco x Flamengo é considerado o Clássico dos Milhões. Prova disso estava nas arquibancadas da Arena da Amazônia, neste domingo. O duelo válido pela semifinal do Campeonato Carioca, em que o Vasco venceu por 2 a 0, levou 44.419 presentes e bateu o recorde do público do estádio, que pertencia à época da Copa do Mundo, quando Honduras x Suíça receberam 40.322 pessoas, no dia 25 de junho de 2014. A renda do duelo carioca foi de R$ 3.531.240,00.

Os ingressos para o confronto foram vendidos em apenas dois dias. Durante as vendas, enormes filas foram verificadas nos pontos de comercialização. Além disso, o Procon Manaus multou a empresa responsável pelo jogo, em R$ 100 mil, por abuso no valor dos ingressos, que tiveram um acréscimo de R$ 5 no segundo dia das vendas.

TIROS A LÉU E CARROS DANIFICADOS

Cerca de três carros que estavam estacionados nas proximidades da Arena da Amazônia foram danificados com tiros e pedras. A Polícia Militar não soube informar os culpados, porém afirmou que ninguém ficou ferido. O crime ocorreu na Rua da Indústria, nas proximidades da Arena da Amazônia.

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Após o jogo, os donos dos veículos, ao observaram seus bens danificados, acusaram funcionários de um estacionamento próximo de onde os carros estavam parados de serem os responsáveis pela ocorrência. No entanto, a PM interferiu qualquer discussão mais acalorada e a confusão, por sorte, não foi maior.

ESCOLTA A ORGANIZADAS

Preocupados, principalmente, com os ânimos dos torcedores, a Polícia Militar realizou um grande procedimento de segurança. Após liberar primeiro os membros de organizados do Vasco para entrarem no estádio, a PM escoltou todas as organizadas do Flamengo até a área interna do estádio.

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O coronel Franclides, responsável pela operação, afirmou que o cordão de isolamento fazia parte de um pré-acordo com as próprias Organizadas.

– Fizemos uma reunião com as torcidas organizadas, onde fizemos um acordo, previamente estabelecido. E aqui colocamos todas as unidades da polícia militar, onde estamos acompanhando no perímetro externo. Aqui no perímetro fluiu tudo normalmente, e a nossa preocupação é redobrada, já que são as 44 mil pessoas. Foram 900 policiais, sendo que 30% foi deslocado para cuidar da torcida do Vasco e 70% para a do Flamengo.

VASCAÍNOS E FLAMENGUISTAS SE PROVOCAM NO FIM

A rivalidade – e provocações – entre as torcidas continuou mesmo após o término do jogo. Em menor número, vascaínos, ainda na área interior da Arena, aproveitaram a saída dos flamenguistas para provocarem os rivais. Já os rubro-negros respondiam, fazendo menção a terceira queda do Vasco em menos de oito anos.

TESTES PARA OS JOGOS OLÍMPICOS

”Show dentro e fora dos gramados”. Essa foi a avaliação feita pelo comandante da PM, Coronel Franclides Ribeiro, sobre a “Operação Vasco x Flamengo que, segundo ele, valia como um teste as Olimpíadas.

– O evento foi um teste para as Olimpíadas. Ocupamos todo o perímetro interno e externo, fizemos a divisão das torcidas organizadas para não ter nenhuma situação de risco e visamos a segurança dos cidadãos que se fizeram presente no estádio – afirmou o coronel.
Quem também se mostrou satisfeito com o trabalho desenvolvido antes, durante e depois do jogo, foi o titular da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fabricio Lima.

– Conseguimos fazer um belo trabalho e graças a Deus deu tudo certo. O mais importante é isso. Hoje foi um dia histórico e mostramos para o País inteiro como a nossa população é carinhosa e respeitosa. Recebemos um clássico e, em troca, devolvemos um espetáculo a altura. A minha intenção é movimentar cada vez mais a Arena e já estou em conversa para trazer mais partidas e eventos – disse o titular da pasta.

Fonte: GloboEsporte.com

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