
Inicialmente, ele não falou particularmente no Brasil, mas deixou claro que há exemplos atuais de intervenções governamentais na Europa, na África e na América do Sul. Em seguida, questionado sobre a assinatura de Dilma, ele disse que caso a CBF se sinta atingida pela MP, que ainda vai tramitar pelo Congresso, a Fifa está à disposição para agir.
– Quando falo de interferência, me refiro a situações em que as confederações são afetadas. Se a CBF nos pedir ajuda, disser que há problema, nós atuaremos, estudaremos e tomaremos uma decisão – afirmou Blatter, que também criticou o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, por sugerir um boicote à Copa de 2018, na Rússia, por razões políticas.
– Também falo de interferência quando um parlamento europeu pede boicote ao Mundial. Antes pediram para boicotar o Mundial do Catar, agora na Rússia. Isso é uma interferência direta.
Blatter apelou até mesmo a uma resolução da ONU que pede autonomia às instituições do futebol. Segundo ele, O Comitê Olímpico Internacional também apresentou uma resolução sobre autonomia das instituições esportivas.
– Temos nossos estatutos claríssimos e falamos em autonomia, sobretudo nas organizações dos campeonatos. A resolução das Nações Unidas fala de maneira direta e pede que as autoridades políticas não intervenham no esporte. A mensagem pode se resumir da seguinte maneira: deixem o esporte em paz.
Fonte: GloboEsporte.com